
Isqueiro
Tribo da Periferia
A luta por esperança e resistência em “Isqueiro”
Em “Isqueiro”, do Tribo da Periferia, o refrão repetido “Cadê o isqueiro?” serve como uma metáfora poderosa para a busca de esperança e luz em meio às dificuldades enfrentadas nas periferias urbanas. O isqueiro, além de ser um objeto comum nesses ambientes, representa o desejo de iluminar momentos de desespero, seja literalmente, ao acender um barraco sem luz, ou simbolicamente, ao tentar esquecer a realidade dura, como nos versos “O barraco tá escuro acende o isqueiro / Eu quero esquecer isso tudo”. Essa imagem ganha ainda mais força diante do contexto de violência, pobreza e abandono social retratado na música.
A letra apresenta um retrato direto do cotidiano periférico, mostrando cenas de violência, presença policial, drogas e a constante sensação de insegurança: “Vi tiro, vi polícia, vi perícia, vi barraco”. Ao mesmo tempo, há uma crítica social clara, como em “Descrição de um povo bom que o burguês discriminou” e “O que se quer de mim se assistência vem do boy?”, denunciando o preconceito e a falta de apoio às comunidades marginalizadas. O verso “Eu quero ver o primeiro quando os últimos chegar” expressa o desejo de mudança social, onde os marginalizados possam finalmente ser reconhecidos. Assim, “Isqueiro” utiliza uma linguagem direta para transmitir as emoções, desafios e a resistência de quem vive à margem, transformando o cotidiano difícil em poesia de denúncia e sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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