
O Cravo e a Flor
Tribo da Periferia
Violência e denúncia social em “O Cravo e a Flor”
"O Cravo e a Flor", da Tribo da Periferia, utiliza a referência à cantiga infantil "O Cravo e a Rosa" para abordar de forma crítica a romantização da violência em relacionamentos abusivos. A música questiona como histórias aparentemente inocentes podem contribuir para a aceitação social de comportamentos violentos, especialmente contra mulheres. Isso fica claro no verso: “Romantizaram toda essa ilusão / Normalizaram o ódio e a dor”, que denuncia a forma como a sociedade trata o tema com naturalidade. O contexto da campanha do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reforça o objetivo da canção: conscientizar sobre o feminicídio e criticar a naturalização desse crime, como expresso em “Como diz que ama, mas mata quem ama por amor?”.
A letra também evidencia que a violência contra a mulher não escolhe classe social, religião ou cor, como mostra o trecho: “não tem endereço seja aonde for / Não importa sua classe / Seu credo / Sua cor”. Outro ponto importante é a dificuldade de identificar relações abusivas, já que muitas vezes o abuso se disfarça de afeto, como em “A maldade às vezes cê percebe tarde / E tudo começa com beijo / Amor confunde ao ódio / Só resta saudade”. Ao mencionar “todas as Marias”, a música homenageia e dá voz a todas as mulheres vítimas de violência, reforçando o papel do rap como ferramenta de denúncia e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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