
Alzheimer
Valete
Memória, dor e superação em "Alzheimer" de Valete
Em "Alzheimer", Valete utiliza a doença como uma metáfora poderosa para o desejo de esquecer traumas e dores do passado. O título, normalmente associado à perda de memória e sofrimento, ganha um novo significado na perspectiva do artista, que vê o esquecimento como uma possível bênção. Isso fica claro no verso: “Designer da minha tensão, p'a mim o Alzheimer, mano, será uma benção”, onde Valete expressa o alívio que seria se libertar das lembranças dolorosas que o acompanham desde a infância.
A letra traz uma narrativa pessoal intensa, marcada por referências à desconfiança e traição, como em “cresci com um apóstolo e onze Judas”, e à crítica social, ao mencionar o “jardim do Éden” e a violência presente nele. Valete expõe as contradições da vida, mostrando que esperança e decepção coexistem, como no trecho: “onde há vida há acasos, onde há rivais há abraços, onde há olhos há palhaços”. O refrão, repetido como um mantra, destaca a luta para não ser vencido pela mágoa: “Mas virei mutante p'a lidar com a mágoa que quase me acabou com a alma”.
A colaboração com Phoenix RDC e a produção de Stereossauro reforçam o tom introspectivo e socialmente engajado da faixa, alinhando-se à tradição do hip-hop lusófono de abordar temas profundos. "Alzheimer" é um retrato honesto da batalha interna de Valete, onde o esquecimento surge como um caminho possível para a paz e a superação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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