
Rua do Poço Dos Negros
Valete
Racismo histórico e resistência em “Rua do Poço Dos Negros”
Em “Rua do Poço Dos Negros”, Valete utiliza referências históricas e culturais para abordar o racismo estrutural em Portugal. Ao repetir “Preto como Jesus”, ele desafia a imagem tradicionalmente branca de Cristo, reivindicando uma identidade negra sagrada e digna. O título da música faz referência a um local real em Lisboa, onde corpos de pessoas escravizadas eram descartados, simbolizando o apagamento e a desumanização dos negros na história portuguesa. Essa ligação com o passado é atualizada quando Valete pergunta: “Diz-me, quantos George Floyds já tivemos em Portugal?”, trazendo à tona a violência policial e a invisibilidade das vítimas negras no país.
A letra também critica a hipocrisia social e política, como na frase: “Não vamos fingir que são todos humanistas / E que o André é o único fascista no parlamento”, denunciando o racismo institucional e a falsa ideia de progresso racial. Valete valoriza figuras ligadas à luta negra e à representatividade política, preferindo Rakim a Kanye e Joacine a Beyoncé, e menciona personagens históricos portugueses, como Dom José e Maria I, comparando-os a Stalin para expor a brutalidade do colonialismo. O refrão “Nosso povo ainda está na cruz” reforça o sofrimento contínuo da população negra, enquanto versos como “Preto como o Holocausto negro no anonimato” cobram memória e justiça para as vítimas da escravidão e do colonialismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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