
Absurdo
Vanessa da Mata
Impactos ambientais e crítica social em “Absurdo” de Vanessa da Mata
A música “Absurdo”, de Vanessa da Mata, expõe de forma clara a dor e a indignação diante da destruição ambiental causada pelo avanço do agronegócio, especialmente o cultivo de soja no cerrado de Mato Grosso, terra natal da artista. O trecho “Havia tanto pra lhe mostrar / Era tão belo / Mas olhe agora o estrago em que está” mostra a experiência pessoal de Vanessa, que presenciou a transformação de paisagens naturais ricas em áreas degradadas. Imagens como “tapetes fartos de folhas e flores” e “capins dourados” destacam a diversidade do cerrado, em contraste com a “imagem infértil do deserto” resultante do desmatamento.
A canção faz uma crítica direta à desconexão humana com a natureza e à ideia de progresso baseada na exploração predatória. Frases como “destruição é reflexo do humano / se a ambição desumana o Ser” e “falsos bens, progresso?” questionam o modelo de desenvolvimento que ignora os limites ambientais. Ao dizer “deram o galinheiro / pra raposa vigiar”, Vanessa denuncia a negligência e a corrupção na gestão ambiental. O tom crítico se intensifica ao apontar a ironia de quem “desmata tudo e reclama do tempo”, mostrando a hipocrisia de destruir o meio ambiente e depois sofrer as consequências, como o desequilíbrio ecológico e a contaminação dos rios. Assim, “Absurdo” funciona como um alerta sobre a perda irreversível de riquezas naturais e culturais, chamando à responsabilidade coletiva diante da crise ambiental.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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