
Ciranda
Vanessa da Mata
Resistência feminina e esperança em "Ciranda" de Vanessa da Mata
Em "Ciranda", Vanessa da Mata retrata a luta diária de uma mulher que enfrenta a dura realidade de ser mãe solo no Brasil. O verso repetido “vendo minha água / que a sede é pior que a fome” destaca como necessidades básicas, como a sede, podem ser ainda mais urgentes do que a fome, simbolizando a precariedade e a urgência da sobrevivência. A personagem central, inspirada em relatos reais e em figuras como Severina, de João Cabral de Melo Neto, representa a força e a resiliência das mulheres brasileiras que, mesmo sobrecarregadas, seguem em frente para sustentar a família e cuidar dos seus.
A letra alterna momentos de sofrimento e esperança. Trechos como “sigo sonhando minha sorte no meio do povo” e “não vou mais sofrer, vou me levantar” mostram a busca por dias melhores, mesmo diante do cansaço e da solidão, expressos em “rica de fibra, mas dura e oca por dentro”. Vanessa da Mata também faz críticas sociais ao comparar a realidade brasileira com a de outros países: “dizem que lá com cento e cinquenta euros você faz a compra de um mês inteiro” e “dizem que a mulher lá pode sair, que o corpo é dela e ninguém vai bulir”. Esses versos evidenciam o desejo por dignidade, autonomia e melhores condições de vida, ao mesmo tempo em que denunciam as limitações e violências enfrentadas no Brasil. Assim, a música transforma a dor e a resistência em uma ciranda coletiva, onde o sonho de mudança permanece vivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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