
Lua Branca
Vicente Celestino
A solidão e o consolo do luar em “Lua Branca”
Em “Lua Branca”, Vicente Celestino interpreta uma súplica intensa à lua, tratada como confidente e possível redentora do sofrimento amoroso. A canção transforma a lua em uma figura próxima, capaz de consolar e até mudar o destino do apaixonado. Esse recurso de personificar a lua, comum nas modinhas, ganha destaque aqui porque a letra vai além de descrever a dor do abandono: ela pede compaixão e alívio, como nos versos “Vem tirar dos olhos meus o pranto” e “Dá-me, oh luar, a tua compaixão”.
O contexto histórico reforça o tom melancólico da música. Composta por Chiquinha Gonzaga em 1911, “Lua Branca” segue a tradição romântica de tratar o sofrimento amoroso como um drama existencial, em que a lua testemunha e compartilha a solidão do amante. A interpretação dramática de Vicente Celestino intensifica esse sentimento de desamparo. A letra relembra momentos felizes sob o luar, agora substituídos pela ausência da amada e pela saudade, como em “E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo / Vem nos teus lábios me ofertar um doce beijo / Ela partiu, me abandonou assim”. A lua, que antes iluminava encontros, agora é invocada como esperança de consolo e redenção para o coração ferido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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