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Doce Privilégio

Violins

Reflexão sobre o cotidiano e o tempo em “Doce Privilégio”

A música “Doce Privilégio”, da banda Violins, aborda como o tédio e a simplicidade do dia a dia podem ser vistos como um privilégio em meio à pressão constante por produtividade. No verso “Eu assumo um doce privilégio / De sentir o peso desse tédio”, a banda inverte a ideia comum de que o tédio é algo negativo, mostrando-o como uma oportunidade rara de pausa e reflexão. Essa visão se conecta ao contexto da música, que valoriza momentos de tranquilidade e a apreciação do presente, reforçada pelas referências a Chico Buarque e Jorge Ben Jor, artistas conhecidos por retratar o cotidiano e a leveza em suas obras.

A letra também reflete sobre o tempo e a existência, especialmente nos trechos “o tempo seja um senhor sozinho” e “o tempo seja um motor fundindo”. Essas imagens sugerem tanto a solidão quanto o desgaste inevitável do tempo, mas sem pessimismo. Pelo contrário, há uma aceitação tranquila dessas condições, como quando o narrador se permite descansar ao sol ou acorda cedo “sem querer, tão aceso”, mostrando que é possível encontrar valor nas rotinas simples. O refrão “Paz por nada ver / Paz por nada ter / O ser e o nada vêm de um rumo só” reforça a ideia de que a verdadeira paz está em aceitar o vazio e a ausência de grandes conquistas como parte natural da vida. Assim, “Doce Privilégio” celebra a liberdade de simplesmente existir, sem cobranças ou pressa.

Composição: Beto Cupertino / Violins. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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