Casinha de Lata

Volmir Coelho

Bem no pé daquele cerro
De onde vem minha raiz
Vivi feliz minha infância
Banho de sanga e pitanga
Uma prata de um lambari

Bem no pé daquele cerro
De onde vem minha raiz
O apito do trem chamava
Trazendo junto aos vagões
Tropa de gado e de gente
Que se foram lentamente
Sumindo na estação
Que se foram lentamente
Sumindo na estação

Simples casinhas de lata
Pintadas de toda cor
Dentro delas mil histórias
Com alegrias e dor
E aquele cerro imponente
Obrigava pra mirada
Com roncadores e flecos
E pandorgas de taquara

Os trilhos foram embora
Junto com o gado e gente
Mas segue ainda imponente
Aquele cerro, meu chão
Eu vim, pois sou passageiro
A estrada do tempo passa
Velha casinha de lata
Foi um dia minha estação


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