
De Cuscos e Galpão
Volmir Coelho
Manhã fria de agosto, me preparo, assumo o posto
De posteiro de galpão
Eu sempre acordo cedo e na banca, com pelego
Cevo ideias no chimarrão
Se acomoda ao meu lado, me fazendo um costado
A cuscada companheira
Eles dormiram sozinhos, agora querem carinho
Têm saudade de noite inteira
Enquanto bebo um amargo, um por um deles, afago
Retribuindo tanto afeto
Olho o fogo a crepitar, e a fumaça, a evolar
Põe picumã lá no teto
Então a ideia eu encilho, e o Sol, no primeiro brilho
Clareia um poema menino
Eu pego na minha pena e, de forma bem serena
Rabisco um verso canino
Máscara, Pantera e Guda, com carinho me ajudam
A compor em rima boa
Tintim, Cunhada e Mel, também cumprem seu papel
Junto ao Joca e a Alemoa
Então o Guapo e o Henrique, no costumeiro chilique
Criam um novo acorde
Nina, Vida e Potenay, Polly e Loma, num sapucai
Conseguem acordar o Lorde
E, no canil, há mais seis, esperando a sua vez
De ter boia e atenção
Mano Véio, Antônio, Alice, Fênix, Mano e Maninha
Querem vir pra o galpão



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