Jerusalem (England Anthem)
William Blake
Crítica social e utopia em “Jerusalem (England Anthem)”
Em “Jerusalem (England Anthem)”, William Blake faz uma crítica direta à Revolução Industrial ao mencionar os “dark Satanic mills” (“moinhos satânicos e sombrios”), referência às fábricas que, segundo ele, desfiguravam a paisagem inglesa e desumanizavam a sociedade. O poema também questiona, de forma provocativa, a lenda de que Jesus teria visitado a Inglaterra. Blake não trata essa história como fato, mas a utiliza como ponto de partida para imaginar um ideal espiritual e social para o país.
Blake propõe a construção de uma nova “Jerusalém” em solo inglês, símbolo de uma sociedade moralmente renovada. Nos versos “I will not cease from Mental Fight / Nor shall my Sword sleep in my hand / Till we have built Jerusalem / In England's green and pleasant Land!” (“Não cessarei de lutar mentalmente / Nem deixarei minha espada descansar em minha mão / Até que tenhamos construído Jerusalém / Na verde e agradável terra da Inglaterra!”), ele expressa o compromisso com essa luta interior e coletiva por justiça e transformação. Embora o hino tenha se tornado símbolo patriótico, o contexto mostra que Blake era mais revolucionário do que nacionalista. Muitos estudiosos interpretam o poema como uma paródia do fervor patriótico da época. Assim, “Jerusalem (England Anthem)” usa imagens bíblicas e históricas para criticar a realidade de seu tempo e inspirar a busca por uma sociedade mais justa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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