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Retorno

Wilson Paim


Subi a serra castigado pela sede
De reencontrar minhas raízes de além mar
Para adoçar o gosto amargo da distância
Matar a ânsia sufocante de voltar

Mirando o rio que me fascina desde a infância
Acariciado pela brisa da manhã
Passei a ponte ouvindo o ruído das cascatas
E farejando o cheiro suave de maçã

De pêlo a pêlo sem dar tréguas à fadiga
Embriagado pelas gotas do orvalho
Estou chegando, bela princesa dos vales
Xucro oratório dos que vivem do trabalho

Eu que sou mescla de campeiro e semeador
Cruza de sangues italiano e pêlo-duro
Sai do pago a campear novos horizontes
Que me provaram estar aqui o meu futuro

Nona Maria, que vontade de chegar
De te abraçar, chorando de felicidade
O teu menino está de volta pra ficar
Trazendo a mala carregada de saudade

Nona Maria, que vontade de chegar
De te abraçar, chorando de felicidade
O teu menino está de volta pra ficar
Trazendo a mala carregada de saudade

(Nona Maria che volonta di rivare
Di ti abbracciare piangendo di felicitá
Il tuo bambino stá di ritorno per stare
Portando la mala caricata di rimpianto)

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