
Breu
Xênia França
Violência, identidade e resistência em "Breu" de Xênia França
A música "Breu", de Xênia França, utiliza palavras como "breu", "véu" e "betume" para abordar a violência simbólica e física vivida por mulheres negras no Brasil. A canção faz referência direta ao assassinato de Cláudia Silva Ferreira, trazendo à tona a brutalidade enfrentada por essas mulheres. No verso “Quem clareia o breu / De sua nudez? / Meia-verdade”, Xênia questiona as tentativas de suavizar ou apagar a identidade negra, mostrando que isso resulta apenas em verdades parciais e na negação da própria existência.
A letra também destaca o racismo institucionalizado e a herança da escravidão, especialmente em “Some o negror, o betume / Costume imposto / Açoite”, que remete à opressão histórica e à tentativa de embranquecimento da população negra. Termos como “mulata” e “aquela de cor” evidenciam a objetificação e desumanização da mulher negra, reduzida a estereótipos e à exploração sexual, como em “Vende-se o coito / A carne barata / Do dia pra noite”.
O contexto do candomblé aparece na menção ao orixá Nanã, símbolo de morte e renovação, sugerindo que, apesar da dor e da violência recorrentes (“Outra mulher / Outro fim / Mesma dor”), existe também a possibilidade de reconstrução e resistência. Assim, "Breu" vai além da denúncia da violência e do racismo, propondo uma reflexão sobre identidade, memória e a força das mulheres negras diante da opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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