
Eu Gosto Dessa Vida
Yannick Afroman
Contrastes e críticas sociais em "Eu Gosto Dessa Vida"
Em "Eu Gosto Dessa Vida", Yannick Afroman constrói uma narrativa marcada pelo contraste entre o refrão animado e as críticas presentes nos versos. A repetição de "Eu gosto dessa vida" cria um clima de celebração, mas, ao mesmo tempo, serve de contraponto para a análise dos excessos e riscos do estilo de vida jovem. O artista utiliza uma linguagem direta para mostrar a rotina de festas, consumo de álcool e drogas, destacando como esses comportamentos se tornaram comuns e até mesmo incentivados entre os mais jovens. Isso fica evidente em versos como “Álcool que dava medo, Dudú / Agora virou brinquedo, Dudú”, que apontam para a banalização do consumo de substâncias entre crianças e adolescentes.
Yannick também aborda o impacto das redes sociais e da tecnologia, mostrando como a juventude, mesmo reunida, permanece isolada: “Ninguém fala, ninguém conversa / Todos distraídos nos telefones”. Expressões como “fazem amor com fones na mão! Selfie, a nova febre” reforçam a crítica à superficialidade das relações e à busca constante por exposição. No desfecho, a música adota um tom de alerta, sugerindo que, sem mudanças, a sociedade pode se tornar “alcoólatra e tóxico-dependente”. Assim, a canção funciona como um retrato crítico da juventude angolana, equilibrando celebração e advertência sobre os caminhos escolhidos por essa geração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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