
Le Jardin Des Larmes (feat. Till Lindemann)
Zaz
Dor e memória: “Le Jardin Des Larmes (feat. Till Lindemann)”
Em “Le Jardin Des Larmes (feat. Till Lindemann)”, o “jardim” é um ritual noturno de lembrança, não um lugar físico: a dor consola porque permite estar “com” quem partiu. O uso de duas línguas transforma o luto em território partilhado. As imagens vão da doçura ao amargor: “baiser de miel” (beijo de mel) que se torna sal, com lágrimas regando as flores. “Bonjour tristesse” (bom dia, tristeza) assume a tristeza como companhia diária, enquanto “ta punition c’est moi” (tua punição sou eu) explicita uma culpa íntima. O jardim, “petit royaume de larmes” (pequeno reino de lágrimas)/“kleines Reich der Tränen” (pequeno reino de lágrimas), é refúgio repetido — “Chaque soir j’entre avec toi” (toda noite entro com você). O silêncio e a noite intensificam a solidão: “Pas un rossignol pour chanter” (nenhum rouxinol para cantar). Quando surge “Maintenant, tu souris du ciel” (agora você sorri do céu), o vínculo se revela atravessado pelo luto; chorar vira cuidado, um gesto que nutre o jardim e o coração. O refrão pede às árvores e às almas que chorem “tout bas” (bem baixinho), estendendo a dor ao mundo natural e baixando a voz como um acalanto para a ausência.
O contexto reforça essa economia emocional: Till Lindemann escreveu o texto em alemão (traduzido por Thierry Faure), e os trechos germânicos — com rouxinóis que anseiam sob as estrelas — trazem gravidade e a sensação de exílio afetivo. A amizade entre Zaz e Lindemann, dita por ela como uma compreensão “além das palavras” e uma vulnerabilidade que vira força, se ouve na fusão de timbres: cordas e piano cinematográficos sustentam a fragilidade de Zaz, enquanto o grave de Lindemann aporta solenidade, em contraste com o estilo habitual dele. No clipe, o deserto do Uzbequistão, a capa vermelha e a mansão de estética da Ásia Ocidental materializam a aridez interna e sugerem que o jardim existe porque é regado por lágrimas — um oásis mental. Do mel ao sal, do canto ausente ao sussurro, a dor vira ritual de permanência no amor perdido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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