
O Selo de Sangue
Zé Fortuna & Pitangueira
O drama do amor e da guerra em “O Selo de Sangue”
Em “O Selo de Sangue”, Zé Fortuna & Pitangueira usam o selo postal como símbolo de ligação entre o soldado e sua noiva, Lurdinha. A música, lançada em 1956, se inspira nas cartas trocadas durante períodos de guerra, quando a censura e o desejo de proteger quem se ama levavam muitos soldados a esconder a verdade sobre sua situação. Isso fica claro no verso: “Mandava boa notícia e a verdade não dizia”. O selo, nesse contexto, representa tanto a esperança de um reencontro quanto o risco de uma notícia trágica.
A narrativa ganha força quando o selo, guardado como lembrança, revela a verdade oculta: “Tirou o selo e por baixo com sangue viu assinado / Estou sem as duas pernas num hospital internado”. O sangue sob o selo é uma imagem direta do sofrimento e do sacrifício do soldado, funcionando como um “selo” literal de seu destino. O final trágico, com a morte do soldado e, em seguida, de Lurdinha, mostra como pequenos gestos e objetos simples podem carregar o peso de um amor destruído pela guerra. A simplicidade do cateretê, ritmo típico da música, reforça a emoção da história, tornando o drama acessível e tocante para o público.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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