
Acender as Velas
Zé Keti
A denúncia social em “Acender as Velas” de Zé Keti
“Acender as Velas”, de Zé Keti, retrata de forma direta a dura realidade das favelas cariocas, onde a morte se tornou tão comum que “acender as velas já é profissão”. Esse verso destaca como a comunidade foi forçada a se acostumar com a perda constante, evidenciando a naturalização da tragédia e a rotina de funerais. A canção, composta logo após o golpe militar de 1964, ganha ainda mais força como protesto social, denunciando a negligência do Estado e a exclusão das populações marginalizadas.
A letra também evidencia a precariedade das condições de vida no morro, como na passagem “não tem automóvel pra subir, não tem telefone pra chamar”, que aponta a falta de infraestrutura básica e a dificuldade de acesso a serviços essenciais. O verso “o doutor chegou tarde demais” responsabiliza o poder público pela omissão e pelo sofrimento dos moradores. O lamento final, “e a gente morre sem querer morrer”, resume a impotência diante de um sistema que nega direitos fundamentais e perpetua a injustiça social. Assim, Zé Keti transforma a dor coletiva em denúncia, dando voz àqueles que são frequentemente silenciados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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