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O Mistério do Príncipe do Bará: a Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande

Zé Paulo Sierra

Ê Bará, ê Bará
Ôô!
Quem rege a sua coroa, Bará?
É o rei de sapaktá
Aláfia do destino no ifá!

É mistério que incandeia
Pro batuque começar
Sou o mistério que incandeia
Pra portela incorporar

Vai, negrinho
Vai fazer libertação
Resgatar a tradição
Onde a África assenta
Ô, corre gira, vem revelar
O reino de ajudá
O pampa é terra negra em sua essência

Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro
Chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada

Curandeiro, feiticeiro, batuqueiro, precursor
Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!)
Fundamento em seu terreiro
Resiste a fé no orixá
Da crença no mercado
Ao rito do rosário
Ainda segue vivo o seu legado
Portela
Tu és o próprio trono de Zumbi
Do samba, a majestade em cada orí
Yalorixá de todo axé
Enquanto houver um pastoreio
A chama não apagará
Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar

Ae oni Bará! Ae babá lodê!
A Portela reunida carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande
Tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará!

Composição: Braga, Raphael Gravino, Valtinho Botafogo, Gabriel Simões, Miguel Cunha, Cacau Oliveira, Dona Madalena. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por João. Revisão por Karla. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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