
Os Vampiros
Zeca Afonso
Metáfora política e resistência em “Os Vampiros” de Zeca Afonso
Em “Os Vampiros”, Zeca Afonso utiliza a figura dos vampiros para criticar de forma indireta a elite governante durante a ditadura do Estado Novo em Portugal. Ao invés de atacar diretamente o regime, a letra cria um clima de terror e opressão, sugerindo que os verdadeiros predadores da sociedade são aqueles que exploram o povo de maneira silenciosa e disfarçada. O verso repetido “Eles comem tudo e não deixam nada” reforça a ideia de exploração total, mostrando uma população indefesa diante dos poderosos que “chupam o sangue fresco”, uma imagem forte para ilustrar o esgotamento dos recursos e da dignidade do povo.
O contexto de censura e repressão política é essencial para entender o tom sombrio da canção. A expressão “pés de veludo” aponta para a astúcia e o modo sorrateiro com que a elite domina, enquanto “senhores à força, mandadores sem lei” denuncia o autoritarismo e a falta de justiça. O trecho “No chão do medo tombam os vencidos / Ouvem-se os gritos na noite abafada” evidencia o clima de medo e violência imposto pelo regime, sugerindo que as vítimas dessa exploração são silenciadas. Assim, a música vai além da denúncia: torna-se um símbolo de resistência, alertando para os perigos da concentração de poder e inspirando a luta por justiça social e liberdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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