
A Morte Saiu à Rua
Zeca Afonso
Resistência e esperança em "A Morte Saiu à Rua" de Zeca Afonso
Em "A Morte Saiu à Rua", Zeca Afonso narra o assassinato do artista e militante antifascista José Dias Coelho, morto pela polícia política (PIDE) durante a ditadura salazarista em Portugal. Afonso utiliza imagens do cotidiano, como "a foice duma ceifeira de Portugal" e "o som da bigorna como um clarim do céu", para transformar a tragédia pessoal em um retrato coletivo da repressão e da resistência. A música denuncia o crime político, mas também retrata o clima de medo e luta vivido pelos opositores do regime, tornando-se um símbolo de solidariedade e memória histórica.
O verso "Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual / Só olho por olho e dente por dente vale" expressa o desejo de justiça diante da violência do Estado, ao mesmo tempo em que aponta para o risco de perpetuação do ciclo de violência. Já a frase "Teu corpo pertence à terra que te abraçou" ressignifica a morte de Dias Coelho, sugerindo que seu sacrifício se transforma em esperança e inspiração para a luta coletiva, reforçada pela imagem final: "em todas florirão rosas de uma nação". Assim, a canção vai além do luto individual e se consolida como um símbolo de resistência, esperança e promessa de liberdade, mantendo sua relevância em reinterpretações contemporâneas, como a de Gisela João nas celebrações do 25 de Abril.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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