
Cantigas Do Maio
Zeca Afonso
Reflexão sobre perda e esperança em “Cantigas Do Maio”
Em “Cantigas Do Maio”, Zeca Afonso utiliza imagens simples do cotidiano, como oferecer uma rosa ou um lenço de linho, para abordar temas profundos como a efemeridade da vida e a dor da perda. O refrão repetido, “Minha mãe quando eu morrer / Ai chore por quem muito amargou”, traz à tona uma melancolia que contrasta com os gestos de carinho presentes na letra. Essa combinação revela que, por trás das cenas bucólicas, existe uma reflexão sobre a transitoriedade dos sentimentos e a inevitabilidade do sofrimento.
A presença de elementos naturais, como “verdes prados, verdes campos” e as “andorinhas” que “não param / Umas voltam outras não”, reforça o tom nostálgico e cíclico da canção, remetendo à passagem do tempo e às mudanças inevitáveis da vida. O contexto histórico do álbum, lançado durante um período de repressão política em Portugal, amplia o significado da música: as metáforas de amor e saudade também podem ser interpretadas como expressões de resistência, esperança e luto coletivo do povo português. Assim, Zeca Afonso transforma uma canção de aparência simples em um lamento atemporal, que une tradição popular e crítica social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Zeca Afonso e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: