
Coro da Primavera
Zeca Afonso
Resistência e esperança popular em "Coro da Primavera"
Em "Coro da Primavera", Zeca Afonso faz uma crítica direta ao poder opressor, especialmente no contexto da ditadura portuguesa. Logo no início, a imagem do "rei vai nu" expõe a fragilidade dos governantes diante do despertar do povo. Essa metáfora mostra que, apesar da aparência de força, o regime está vulnerável e próximo do fim. O verso “Os velhos tiranos de há mil anos morrem como tu” reforça que a opressão é cíclica, mas sempre acaba diante da resistência coletiva.
A música traz um chamado à ação e à superação do medo, como em “Livra-te do medo que bem cedo há-de o Sol queimar”. O Sol representa esperança e renovação, alinhando-se ao espírito da primavera e à promessa de um novo começo. No refrão, “Ergue-te ó Sol de verão / Somos nós os teus cantores”, o povo assume o papel principal na transformação, celebrando a união e a força coletiva. A convocação das “lavradeiras, mondadeiras deste campo em flor” amplia o convite à participação de todos, especialmente das mulheres trabalhadoras, na construção de um futuro mais justo. Expressões como “dá-me a tua mão” e “venham enlaçadas de mãos dadas” destacam a importância da solidariedade e da luta conjunta.
Os arranjos de flauta, órgão e percussão criam uma atmosfera épica, intensificando o sentimento de esperança e mobilização. Assim, "Coro da Primavera" se torna um hino de resistência e um símbolo de renovação, mostrando a fé no poder transformador do povo unido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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