
Que o Amor Não Me Engana
Zeca Afonso
Reflexões sobre cicatrizes e esperança em “Que o Amor Não Me Engana”
A música “Que o Amor Não Me Engana”, de Zeca Afonso, apresenta uma visão do amor distante da idealização romântica. O artista explora o sentimento como algo marcado por desapego, amargura e uma esperança discreta. No verso “Que amor não me engana / Com a sua brandura / Se da antiga chama / Mal vive a amargura”, Zeca expressa desconfiança diante da suavidade do amor, sugerindo que, mesmo quando parece calmo, ele ainda carrega as dores do passado. As imagens da “mancha negra” e da “pedra fria” reforçam a ideia de que o amor traz consigo cicatrizes e não pode ser entregue sem reservas.
A ambientação da canção é construída com referências ao mar e à noite, como em “noite marinheira / Vem devagarinho / Para a minha beira”. Esses elementos evocam tanto a solidão quanto a esperança de um recomeço. O mar simboliza o movimento constante dos sentimentos e a busca por paz após momentos difíceis. Já o trecho “E as vozes embarcam / Num silêncio aflito / Quanto mais se apartam / Mais se ouve o seu grito” mostra que, mesmo quando o amor parece distante, sua presença ainda é sentida de forma intensa. A menção à “cotovia” e ao “nascer do dia” aponta para a possibilidade de renovação, mesmo diante das incertezas. Inserida no contexto do álbum “Venham Mais Cinco”, a canção reflete o olhar sensível e universal de Zeca Afonso sobre o amor, mantendo-se relevante para diferentes gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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