
Senhora do Almortão
Zeca Afonso
Identidade e devoção em “Senhora do Almortão” de Zeca Afonso
Em “Senhora do Almortão”, Zeca Afonso destaca a forte identidade cultural portuguesa, especialmente na região da fronteira com a Espanha. O verso “virai costas a Rem Castela, queirais ser castelhana / Não queirais ser castelhana” mostra o desejo de preservar as tradições locais diante da influência espanhola. A referência à "raiana" e à localização da ermida reforçam esse sentimento de resistência e orgulho, já que a música foi inspirada pela romaria e pela proximidade com Castela, região espanhola vizinha. Assim, a canção não é apenas uma expressão de fé, mas também um manifesto pela manutenção da cultura portuguesa frente a pressões externas.
A letra também valoriza o ambiente da capela e a ligação com a natureza, usando imagens como “cheira a cravos, cheira a rosas, cheira a flor da laranjeira” para criar uma atmosfera de pureza e devoção. Elementos como “minha rosa encarnada” e “minha maçã camoesa, criada no paraíso” trazem símbolos de beleza, fertilidade e origem divina, reforçando o caráter sagrado da Senhora do Almortão e da terra ao redor. Ao repetir “Nossa senhora da Póvoa”, Zeca Afonso sugere uma conexão entre diferentes devoções marianas da região, mostrando como a fé e a cultura popular se unem para fortalecer o sentimento de comunidade e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Zeca Afonso e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: