
O Salaminho
Zeca Pagodinho
Humor e crítica social no cotidiano de “O Salaminho”
"O Salaminho", de Zeca Pagodinho, usa o bom humor para mostrar o contraste entre a vida boêmia e as obrigações domésticas. O personagem principal tenta compensar suas ausências noturnas trazendo pequenos presentes para Estela, como "pão fresquinho, litro de leite e manteiga, cem gramas de salaminho". Esses gestos, apesar de simples, têm um tom irônico: servem mais para aliviar a própria consciência do protagonista do que para resolver os problemas do casal.
A letra brinca com a suspeita de infidelidade. Estela desconfia que o marido "vive na madrugada em busca de outros carinhos", enquanto ele se defende dizendo que passa a noite "com a cara encostada no bojo do meu cavaquinho". Essa frase pode ser entendida literalmente, como dedicação à música, mas também sugere um duplo sentido, já que "cavaquinho" pode simbolizar tanto a boemia quanto possíveis encontros extraconjugais. O refrão reforça o ciclo de dificuldades financeiras e a sobrecarga de Estela, que "tem que pagar" as contas, enquanto o marido foge das responsabilidades. Zeca Pagodinho retrata, de forma leve e realista, o cotidiano do subúrbio carioca, misturando crítica social, ironia e afeto em uma narrativa acessível e divertida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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