
Minha Fama Ninguém Tira
Zeca Pagodinho
Orgulho e irreverência no samba de “Minha Fama Ninguém Tira”
“Minha Fama Ninguém Tira”, de Zeca Pagodinho, destaca o orgulho do narrador por sua reputação no universo do samba e do partido-alto. O refrão “Minha fama ninguém tira / Só se Deus mandar tirar” mostra uma confiança quase inabalável, sugerindo que sua fama é tão sólida que só uma intervenção divina poderia mudá-la. Esse tom espirituoso e brincalhão é típico do partido-alto, estilo marcado pela improvisação e humor, e que tem Nilton Campolino, um dos compositores, como referência na Velha Guarda do Império Serrano.
A letra traz metáforas de força e esperteza, como “Eu mato sem tirar sangue / Engulo sem mastigar / Arranco toco com raiz e tudo / Num simples gesto de olhar”, reforçando a imagem de alguém respeitado e admirado em seu meio. Expressões populares e situações do cotidiano, como “Quem não pode com mandinga / Não carrega patuá” e “Se mamãe não quer que eu beba / Chiquinha compra e me dá”, evidenciam a malícia carioca e a criatividade para lidar com desafios. O verso “O pagode é meu almoço / O pagode é meu jantar” mostra a paixão pela música como modo de vida, mais importante que o trabalho convencional, como em “Mas eu só fico pensando / Em viver sem trabalhar”. Assim, a canção celebra a irreverência, a resistência e a alegria de viver do sambista, fazendo da fama um símbolo de orgulho e identidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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