
Cabelo No Pão Careca
Zeca Pagodinho
Humor de padaria em “Cabelo No Pão Careca” e caos
O centro da graça é a ironia de um “pão careca” com cabelo — um absurdo doméstico que vira motim. A letra, de Barbeirinho do Jacarezinho e Rodi do Jacarezinho, gravada por Zeca Pagodinho no álbum “Alô, Mundo” (1993), aciona o estopim com “Porque encontraram cabelo no pão careca” e, a partir daí, transforma o vocabulário da padaria (e da polícia) em trocadilhos para narrar o caos. “Bolo na padaria” funciona como bololô e doce; agarram o padeiro, e até o gerente Clemente apanha e fica “só de cueca”.
A escalada cômica segue com rimas e trocas de sentido: “Sonho virou pesadelo”, “brigadeiro perdeu a patente”, o “pastel que passava” tenta se meter, escorrega na manteiga, tropeça no presunto; no final, chega o “camburão” com soldado “distribuindo bolacha”. O humor nasce do choque entre o banal e a hipérbole: quebram a “munheca” do padeiro, o gerente perde “uns cinco dentes”, jogam farinha no “teco” que corre pro “boteco”. Os trocadilhos são o motor — “confeitaram o confeiteiro”, “cachorro-quente” vira arma, “pastel” serve para bobo, “bolacha” é tapa e produto —, enquanto personificações (“pães doces e broas viraram peteca”, “o pastel que passava”) transformam comida em gente e gente em comida. Essa costura de gírias, rimas e exageros, típica do humor urbano de Barbeirinho (parceiro de nomes como Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva), satiriza como uma pequena falha de higiene pode virar guerra generalizada quando a vizinhança entra no embalo do samba.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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