
A Vida É Assim
Zeca Pagodinho
Maturidade e boemia em “A Vida É Assim”, de Zeca Pagodinho
“A Vida É Assim”, gravada por Zeca Pagodinho em 1990 no álbum Mania de Gente e composta por Carlos Sena, Luiz Carlos da Vila e Otacilio de Sousa, parte da fama boêmia do sambista para retratar serenidade, sem moralismo. Logo em “entro no time só por meio tempo”, a imagem do futebol sugere ao mesmo tempo a meia-idade e a participação parcial nas antigas farras. A ideia central é aceitar o ritmo de cada fase: “Todo tempo tem seu tempo / Tem começo, meio e fim”. O foco é a troca da boemia por hábitos mais saudáveis e uma vida voltada ao lar, mostrada de forma direta pelos próprios versos sobre dieta, menos vícios e rotina doméstica.
Essa passagem para a maturidade aparece em imagens muito concretas: “Hoje eu faço regime”, “uso adoçante”, “reduzi a bebida / e a minha vida é voltada pro lar”. A metáfora “Hoje eu sou brisa mansa, já fui vendaval” resume a virada de temperamento, do excesso à calma. Em “Perdia três noites e hoje nem duas / Que uma pra mim satisfaz”, o excesso ganha medida: “uma” pode ser uma noite de saída ou até uma dose, reforçando a moderação. Há também duplo sentido em “faço regime”: além da dieta, um novo regime de vida, mais disciplinado. O tom é sereno e bem-humorado, quase confessional, celebrando a maturidade sem nostalgia pesada e sem lição de moral.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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