
Chico Não Vai Na Curimba
Zeca Pagodinho
Ruptura cultural e ancestralidade em “Chico Não Vai Na Curimba”
A música “Chico Não Vai Na Curimba”, de Zeca Pagodinho, aborda de forma leve e bem-humorada o afastamento de Chico das tradições afro-brasileiras, especialmente dos rituais do candomblé. A letra destaca que Chico, antes visto como um “grande babalorixá”, agora evita práticas como o banho de abô, a curimba e até mesmo acender uma vela para o Orixá. Isso simboliza não só uma mudança pessoal, mas também uma desconexão com suas raízes culturais e espirituais. Expressões como “bebeu água de moringa, dormiu no pé do gongá” mostram que Chico já foi profundamente ligado a esses rituais, tornando seu distanciamento ainda mais significativo.
O refrão “Ele é de banda cheirô, ele é de banda cheirá” brinca com a ideia de que Chico está “de banda”, ou seja, à margem, sem se identificar com nenhuma tradição específica. A letra ironiza o fato de Chico não saber mais se pertence às nações de Keto, Angola, Jeje ou Nagô, que são referências importantes dentro do candomblé. Apesar do tom descontraído, a canção traz uma crítica sutil à perda do vínculo com a ancestralidade, misturando humor e melancolia para refletir sobre identidade, tradição e as escolhas que podem afastar alguém de suas origens.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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