
Tristeza do Jeca
Zezé Di Camargo & Luciano
A melancolia rural em “Tristeza do Jeca” de Zezé Di Camargo & Luciano
“Tristeza do Jeca”, interpretada por Zezé Di Camargo & Luciano, retrata a profunda ligação entre o homem do campo e a paisagem rural, destacando a melancolia presente na cultura caipira. O personagem “Jeca” representa não apenas um indivíduo, mas o trabalhador rural brasileiro em geral, marcado pela simplicidade, saudade e resignação diante das dificuldades da vida no interior. O verso “Sou igual ao sabiá / Que quando canta é só tristeza” mostra como até o canto dos pássaros, normalmente associado à alegria, reforça o sentimento de solidão e nostalgia do protagonista.
A letra descreve um cotidiano humilde, evidenciado em “Num ranchinho beira-chão / Todo cheio de buracos / Onde a lua faz clarão”, ressaltando as condições precárias de moradia e a proximidade com a natureza. A viola, instrumento típico do sertanejo, aparece como companheira de lamento e saudade: “Nesta viola / Canto e gemo de verdade / Cada toada / Representa uma saudade”. Composta em 1918, a música atravessou gerações e se tornou símbolo da identidade rural, expressando a tristeza constante, mas também a esperança silenciosa do homem simples do campo. A imagem do choro que “vai-se sumindo / Como as águas vão pro mar” sugere que a dor se dilui com o tempo, mas nunca desaparece totalmente, refletindo a resignação característica do sertanejo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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