
Sem Chances
509-e
Exclusão social e estigma em “Sem Chances” do 509-e
“Sem Chances”, do 509-e, retrata de forma direta o ciclo de exclusão e desesperança vivido por ex-presidiários, usando como exemplo o personagem Reinaldo. A letra mostra como, mesmo com a vontade de mudar de vida — “ficar de boa, vai ficar na paz” —, Reinaldo enfrenta o preconceito e a falta de oportunidades, como fica claro no verso: “ex-presidiário não inspira confiança, todos querem tê-lo à distância”. Esse retrato ganha ainda mais força ao sabermos que a música foi composta por Dexter e Afro-X enquanto estavam presos, trazendo autenticidade e um olhar realista sobre o sistema carcerário brasileiro.
A música utiliza críticas sociais e metáforas para mostrar como a favela, a falta de estudo e o preconceito criam um caminho quase inevitável para o crime. O verso “Quando criança, ele era esperança, mas lhe deram a favela como herança” evidencia como o ambiente e as condições sociais moldam o destino de muitos jovens. Já “No Brasil, a TV que educa você” aponta o papel da mídia na formação de valores distorcidos. O dilema de Reinaldo entre resistir ao crime e ceder à necessidade é apresentado sem romantização, especialmente no trecho: “O que me resta, não tô querendo, mas não tô podendo ficar sofrendo”. Assim, “Sem Chances” denuncia a falta de alternativas reais para quem tenta recomeçar, mostrando que a reincidência criminal muitas vezes é resultado da exclusão social, e não de uma escolha individual.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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