
Poesia de Sexta-feira
ADL (Além da Loucura)
Violência e cotidiano nas rimas de “Poesia de Sexta-feira”
“Poesia de Sexta-feira”, do ADL (Além da Loucura), retrata de forma direta o impacto da violência e do medo na vida de quem mora nas periferias do Rio de Janeiro. A música destaca a relação ambígua com a morte, que aparece tanto como ameaça constante quanto como uma presença sedutora, como nos versos “com a voz macia e sedutora, falando pra eu me jogar”. Esse clima de tensão é reforçado pelo contexto das noites perigosas nas favelas, onde a sobrevivência exige vigilância e decisões difíceis, exemplificado em “Se for atirar tem que ser pra matar e lá no inferno eu me vingo”.
A letra alterna cenas do cotidiano, como “no bar cerveja quente, na cama mulher gelada”, com imagens de violência, como “vejo o revólver do lado da Bíblia” e “meus heróis morreram alvejados, não de overdose”. Isso evidencia o contraste entre o desejo de uma vida comum e a realidade dura do ambiente. Metáforas como “a morte vem só de calcinha, dança a valsa da meia noite” mostram como o perigo é constante e, ao mesmo tempo, exerce um fascínio sombrio. O peso emocional se intensifica com a lembrança da mãe rezando pelo filho e o medo de errar, como em “ver minha mãe chorar porque eu dei mole e errei”. Assim, a música vai além da denúncia da violência, mostrando também o impacto psicológico de viver sob ameaça, onde fé, família e armas se tornam formas de proteção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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