
Defunto Caguete
Bezerra da Silva
O humor ácido de “Defunto Caguete” e a crítica à traição
Em “Defunto Caguete”, Bezerra da Silva usa o velório como cenário para uma crítica bem-humorada e ácida ao delator, conhecido como "caguete" no universo da malandragem. A música transforma a morte do caguete em motivo de piada, mostrando que o desprezo por quem trai o grupo é tão grande que nem a morte apaga sua fama. O trecho “o dedão do safado apontava pra mim” reforça a ideia de que a traição do caguete é tão marcante que ultrapassa até a vida, ironizando o medo e a desconfiança que ele gera entre os demais.
Bezerra exagera de propósito ao dizer que o caguete “chegou no inferno, entregou o diabo / E lá no céu caguetou São Pedro”, mostrando que a natureza do delator é vista como incorrigível e universalmente rejeitada. O tom irônico e descontraído, característico do artista, serve para criticar não só o caguete, mas também a sociedade que cria esse tipo de figura. Ao narrar que até a polícia aparece no velório e o morto continua "entregando", Bezerra satiriza a paranoia e o clima de desconfiança presentes nas comunidades, ao mesmo tempo em que faz uma crítica social sobre as relações de poder e sobrevivência nas favelas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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