
Se Não Fosse o Samba
Bezerra da Silva
O papel do samba em "Se Não Fosse o Samba" na vida periférica
"Se Não Fosse o Samba", de Bezerra da Silva, mostra como o samba foi fundamental para sua sobrevivência e para muitos moradores das periferias do Rio de Janeiro. No verso “E se não fosse o samba, quem sabe hoje em dia eu seria do bicho?” Bezerra deixa claro que, sem a música, poderia ter seguido o caminho do crime, algo comum em comunidades marcadas pela exclusão social. O samba, nesse contexto, vai além da arte: é uma alternativa real diante da opressão policial e da falta de oportunidades. Isso fica evidente quando ele relata abordagens policiais e a desconfiança constante, mas destaca que sua “babilaque era um lápis e papel no bolso da jaqueta”, mostrando que sua arma era a criatividade, não a violência.
A letra também valoriza a força coletiva do samba ao citar nomes como Mano Décio da Viola, Paulinho da Portela e Martinho da Vila, reforçando a ideia de união entre sambistas. A metáfora da “nave pra lua” que leva os partideiros sugere que o samba permite transcender as dificuldades do cotidiano, funcionando como uma fuga poética da realidade dura. No final, Bezerra agradece humildemente pela proteção e respeito conquistados, mostrando que, apesar das adversidades, o samba lhe deu dignidade, reconhecimento e uma identidade respeitada. A música é um testemunho da importância do samba como ferramenta de resistência, inclusão e valorização cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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