
Na Aba
Bezerra da Silva
Crítica social e humor em "Na Aba" de Bezerra da Silva
Em "Na Aba", Bezerra da Silva utiliza o samba para retratar, com humor e ironia, a figura do oportunista que vive às custas dos outros nas comunidades urbanas. A expressão "na aba do meu chapéu" é central na música, simbolizando quem se aproveita da boa vontade alheia. No entanto, Bezerra deixa claro que essa tolerância tem limite: "a aba é curta", ou seja, a paciência do narrador não é infinita e quem exagera acaba se prejudicando – "vai cair e vai se machucar".
A letra apresenta situações cotidianas de abuso, como pedir cerveja, cigarro e comida sem nunca retribuir, e chama o aproveitador de "171", referência ao artigo do Código Penal brasileiro sobre estelionato. Ao citar locais como a "vendinha do Zé do Caroço" e bairros como "Vila Isabel" e "bairro de Noel" (em homenagem a Noel Rosa), Bezerra insere a narrativa no universo do samba carioca, mostrando que a malandragem tem endereço, mas também limites. O recado é direto: quem tenta se dar bem demais às custas dos outros acaba sendo desmascarado e isolado, pois "a massa está te sacando" e "o bicho tá pegando". Assim, Bezerra da Silva transforma a crítica social em samba, valorizando a sabedoria popular e o olhar atento da comunidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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