
Rapa Cuia
Bezerra da Silva
Expressões regionais e humor popular em “Rapa Cuia”
“Rapa Cuia”, de Bezerra da Silva, destaca-se pelo uso criativo de expressões regionais e duplos sentidos. O próprio termo “rapa-cuia” pode se referir tanto a um besouro típico da caatinga quanto, no contexto carioca, a sapos pequenos. Bezerra explora essa ambiguidade ao inserir sapos e mussuns (um peixe de água doce) na narrativa, criando uma atmosfera divertida e repleta de referências à cultura popular brasileira.
A letra retrata uma cena cotidiana: a ida à venda para comprar anzol e a pescaria no Rio Paraíba. O diferencial está no diálogo entre os animais, especialmente quando o sapo alerta os outros com o refrão “zum zum zum, simbora”, sugerindo uma movimentação de fuga ou fofoca. O verso “E rapa cuia, suga neném” reforça o tom bem-humorado, funcionando como uma brincadeira com gírias locais e evocando tanto o comportamento dos animais quanto possíveis duplos sentidos populares. Assim, Bezerra da Silva celebra a oralidade, o cotidiano e o humor do povo, misturando elementos da fauna regional com expressões que só fazem sentido dentro de um contexto cultural específico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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