
Fui Obrigado a Chorar
Bezerra da Silva
Humor e ironia no cotidiano em “Fui Obrigado a Chorar”
“Fui Obrigado a Chorar”, de Bezerra da Silva, transforma uma situação de prejuízo financeiro em uma narrativa marcada pelo humor e pela ironia. O protagonista empresta dinheiro a um amigo e, ao tentar receber, descobre que o amigo morreu. A resposta da família – “você abre o caixão e cobra o defunto” – destaca o sarcasmo e a malandragem presentes no cotidiano retratado por Bezerra, mostrando como o bom humor é usado para lidar com situações absurdas.
A letra explora o tema do azar constante, como em “Nada que faço dá certo / Só venho dando azar”, e reforça, com o refrão “chorei porque fui obrigado a chorar”, que o choro é uma reação inevitável diante de tanta falta de sorte. O episódio no cemitério, em que o falecido “pede mais um troco emprestado” do além, leva o absurdo ao extremo e satiriza a ideia de que, para quem está sempre em desvantagem, até os mortos continuam cobrando. Bezerra da Silva utiliza o samba para retratar, de forma leve e descontraída, as adversidades, a malandragem e a ironia do cotidiano das classes populares, tornando o sofrimento motivo de riso e identificação coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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