
Zé Fofinho de Ogum
Bezerra da Silva
Crítica social e humor em “Zé Fofinho de Ogum” de Bezerra da Silva
“Zé Fofinho de Ogum”, de Bezerra da Silva, faz uma crítica bem-humorada ao charlatanismo presente nas comunidades, usando a figura de Zé Fofinho como exemplo do típico estelionatário. O termo “171” aparece várias vezes na letra, referência direta ao artigo do Código Penal brasileiro que define o crime de estelionato, deixando claro que o personagem é um vigarista. A música mostra como Zé Fofinho manipulava búzios e oferecia serviços milagrosos, como “amarrar mulher” e “amansar marido”, prometendo soluções fáceis para qualquer problema. Isso reforça o tom de sátira sobre a facilidade com que falsos líderes espirituais enganam pessoas vulneráveis.
O momento central da narrativa ocorre quando Zé Fofinho tenta enganar a esposa do delegado, afirmando que o marido dela era infiel. No entanto, ele acaba desmascarado e punido pelo próprio delegado. A expressão “caô-caô” é usada para destacar as mentiras e enrolações do personagem, enquanto a menção ao “corpo fechado” e à tatuagem de São Jorge ironiza a falsa proteção espiritual que ele dizia possuir. Bezerra da Silva utiliza essa história para criticar tanto o charlatanismo quanto a credulidade popular e a impunidade dos golpistas, mostrando que, no fim, até quem se diz protegido por santos pode ser desmascarado quando a verdade aparece.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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