
Asa à Cobra
Bezerra da Silva
Crítica social e ironia em "Asa a Cobra" de Bezerra da Silva
Em "Asa a Cobra", Bezerra da Silva faz uma crítica direta à desigualdade social e à corrupção no Brasil, usando o ditado popular "Se Deus desse asa à cobra" para ironizar a ideia de que pessoas já perigosas poderiam causar ainda mais estragos se tivessem mais poder. Ele subverte esse provérbio ao imaginar situações em que as posições sociais são invertidas: "a carroça na frente do burro", "a cozinheira na sala e a madame na cozinha", "o servente como chefe e o soldado como tenente". Essas imagens destacam como a ordem social é arbitrária e serve para manter privilégios de poucos.
O humor e a ironia aparecem quando Bezerra afirma: "meu Deus como ia morrer gente", mostrando o medo das elites de perderem seus privilégios caso essas inversões acontecessem. A menção aos "ladrões de gravata" é uma crítica clara aos políticos e autoridades corruptas, reforçando que o verdadeiro perigo está entre aqueles que já têm poder. Ao dizer "pra quem sabe ler um pingo é letra", Bezerra deixa claro que sua mensagem é evidente para quem percebe as injustiças sociais. Assim, ele usa o samba como instrumento de denúncia e reflexão sobre a hipocrisia e a corrupção presentes na sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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