
É Ladrão Que Não Acaba Mais
Bezerra da Silva
Crítica social e ironia em “É Ladrão Que Não Acaba Mais”
Em “É Ladrão Que Não Acaba Mais”, Bezerra da Silva usa a ironia para expor como a corrupção faz parte da história do Brasil desde a chegada dos colonizadores. Ao afirmar “roubaram o ouro, roubaram o pau, pra ficar legal / ainda tiraram o couro do povo desta terra original”, ele denuncia a exploração dos recursos naturais e dos povos indígenas, mostrando que o roubo e a injustiça são práticas antigas que moldaram a sociedade brasileira. O trecho sobre o “presente de grego” destaca que a verdadeira herança deixada foi a malandragem institucionalizada, sugerindo que a corrupção está enraizada na cultura nacional desde o início.
A música amplia a crítica ao mostrar que o “ladrão” não está restrito à política, mas está presente em todos os setores da sociedade, do comércio ao poder público. O refrão repetido – “é ladrão que não acaba mais, você vê ladrão quando olha pra frente, você vê ladrão quando olha pra trás” – reforça a ideia de que a corrupção é onipresente no cotidiano brasileiro. Bezerra também ironiza a impunidade e a desigualdade social ao dizer que “os direitos são os mesmos desde os séculos passados” e que o povo segue “escravizado”, enquanto os poderosos continuam “endinheirados”. Com humor ácido e um samba marcante, a música faz um retrato direto e atual da esperteza e da injustiça que atravessam gerações no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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