
O Preto e o Branco
Bezerra da Silva
Hipocrisia social e igualdade em "O Preto e o Branco"
Em "O Preto e o Branco", Bezerra da Silva aborda o consumo de drogas, usando um jogo de palavras para tratar de temas como racismo, hipocrisia social e igualdade. A música faz referência à maconha ("preto") e à cocaína ("branco"), mostrando que o uso dessas substâncias não se limita a um grupo social específico. Ao afirmar "tem preto que pára num branco / tem branco que pára num preto também", Bezerra evidencia que o consumo atravessa barreiras raciais e sociais, desmistificando a ideia de que o problema é exclusivo de uma classe ou cor.
A letra também ironiza a tentativa da sociedade de suavizar ou esconder o problema das drogas, como no trecho "o preto e o branco são limpos e arregados / são sempre tratados iguais a neném". Aqui, Bezerra sugere que todos são tratados como inocentes, independentemente de suas escolhas. O verso "até em cartório já ficou provado / a força que o preto no branco contém" faz um trocadilho com a expressão "preto no branco", usada para indicar algo oficializado, mas também remete à mistura das drogas e suas consequências. Com humor e leveza, Bezerra provoca reflexão sobre preconceitos, igualdade e as contradições do cotidiano brasileiro, mostrando como temas sérios podem ser discutidos de forma acessível e crítica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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