
Cobra Criada
Bezerra da Silva
Respeito e astúcia nas ruas em “Cobra Criada” de Bezerra da Silva
Em “Cobra Criada”, Bezerra da Silva apresenta a figura do malandro experiente, alguém que conhece profundamente os perigos e códigos das ruas cariocas. O termo "cobra criada" é uma gíria para quem já passou por muitas situações difíceis e, por isso, não se deixa enganar facilmente. Quando Bezerra afirma “Eu sou cobra criada e tenho muito veneno”, ele deixa claro que é respeitado, sabe se defender e não aceita provocações. A frase “Quero respeito comigo, que eu sou bom amigo, mas brigo à toa” reforça que, apesar de ser leal, ele reage prontamente a qualquer sinal de desrespeito.
A música também aborda a importância de impor limites nas relações pessoais. Em versos como “Minha mulata não é viola pra vagabundo tocar / Nem tampouco é microfone pro amigo da madruga conversar”, Bezerra exige respeito não só para si, mas também para sua companheira, deixando claro que ela não é objeto de uso alheio. O trecho “Vagabundo é igual o capim que nasce em qualquer lugar / Eu cheguei, estou chegando, vim aqui pra capinar” mostra sua postura firme contra oportunistas, pronto para afastar quem não merece confiança. O refrão repetido reforça a mensagem de experiência e perigo para quem tentar enganá-lo.
No conjunto, “Cobra Criada” é um samba que mistura ironia e seriedade para falar sobre respeito, sobrevivência e hierarquia no universo da malandragem, usando gírias e metáforas para destacar a astúcia e a autodefesa de quem já enfrentou de tudo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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