
Jogo Proibido
Bezerra da Silva
Crítica social e malandragem em "Jogo Proibido" de Bezerra da Silva
Em "Jogo Proibido", Bezerra da Silva usa o baralho como metáfora para práticas ilícitas comuns nas periferias, como o jogo do bicho e outros jogos de azar, proibidos no Brasil. O verso “Se a polícia estoura o jogo / Sempre fica mais um bobo / Que não soube se mandar” mostra a dinâmica de risco e esperteza típica da malandragem carioca, onde quem não é rápido ou atento acaba sendo preso. A expressão “paga pelas 36” faz referência ao artigo 36 da Lei de Contravenções Penais, que trata justamente dos jogos de azar, reforçando o duplo sentido entre o simples jogo de cartas e a infração penal.
A decisão de abandonar o "jogo proibido" para se tornar "um simples operário" e buscar felicidade no trabalho honesto traz uma crítica social sutil, característica de Bezerra da Silva, sobre as poucas opções de lazer e ascensão social para as classes populares. Quando afirma “o que eu quero é liberdade / Pra viver em paz comigo e com a sociedade”, o artista expressa o desejo de dignidade e respeito, contrapondo a marginalização de quem, por falta de oportunidades, recorre a caminhos considerados ilegais. O tom descontraído do samba suaviza a crítica, mas não esconde a realidade difícil enfrentada por muitos nas favelas, tema recorrente na obra de Bezerra da Silva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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