
A Lei do Morro
Bezerra da Silva
Códigos de sobrevivência em "A Lei do Morro" de Bezerra da Silva
"A Lei do Morro", de Bezerra da Silva, expõe de forma direta e irônica a realidade das favelas cariocas, onde a sobrevivência depende do respeito a códigos próprios, principalmente o silêncio diante das autoridades e a rejeição à delação. No trecho “Se você 'caguetar' tem que ter muita disposição pra meter a mão na turbina malandro e apertar com precisão”, a expressão “meter a mão na turbina” funciona como metáfora para agir com rapidez e precisão, provavelmente em referência ao uso de armas de fogo. Isso deixa claro que a punição para quem delata é severa e imediata, reforçando o clima de tensão e perigo constante no morro.
Bezerra também ironiza a figura do “bom malandro” ao afirmar: “bom malandro é cadeado, nada sabe e nada vê”. Aqui, ele mostra que, para sobreviver, é preciso ser discreto e não se envolver nos problemas dos outros. A música ainda destaca a existência de uma hierarquia e de regras não escritas, como no verso “vai pagar uma taxa do pedágio pra subir e pra descer”, indicando que até a circulação dentro da comunidade é controlada. Ao retratar essas normas com um tom popular e sarcástico, Bezerra denuncia a dureza da vida na favela, onde a lealdade é fundamental e a lei do silêncio é imposta de forma rígida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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