
Defunto Grampeado
Bezerra da Silva
Crítica social e humor em "Defunto Grampeado" de Bezerra da Silva
Em "Defunto Grampeado", Bezerra da Silva transforma um cortejo fúnebre em uma cena de crítica social carregada de humor. A letra narra um enterro onde, em vez de um corpo, o caixão esconde mercadorias contrabandeadas, conhecidas como "cabrito importado". Essa situação absurda serve para ironizar tanto a criatividade dos malandros quanto a atuação da polícia, que chega ao ponto de declarar: “Nós temos ordem pra levar esse defunto pra xadrez!” — escancarando o surrealismo das relações entre marginalidade e autoridade no Brasil.
O episódio se torna ainda mais cômico e crítico quando o vigário, chamado de "171" (gíria para estelionatário), tenta fugir ao perceber o flagrante. A confusão no cemitério, a surpresa dos acompanhantes e o envolvimento do religioso reforçam a crítica de Bezerra à corrupção e à cumplicidade de diferentes figuras sociais. Ao usar o humor para narrar o episódio, o artista satiriza a esperteza dos personagens e expõe as contradições de um sistema onde até o sagrado pode ser corrompido. Assim, Bezerra utiliza o inusitado como ferramenta de denúncia e reflexão sobre a realidade das periferias brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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