
Garrafada do Norte
Bezerra da Silva
Crítica social e ironia em "Garrafada do Norte" de Bezerra da Silva
Em "Garrafada do Norte", Bezerra da Silva usa a tradição dos remédios caseiros do Norte do Brasil para questionar, de forma direta e bem-humorada, a proibição da maconha. O artista faz isso ao comparar a planta a outros ingredientes naturais, como manga rosa, agrião e saião, todos reconhecidos por seus benefícios na medicina popular. Ao repetir o verso “Então me explique, Doutor, por que é que esta erva é proibida”, Bezerra desafia a autoridade médica e legal, sugerindo que a proibição da maconha é incoerente diante de seu uso tradicional e medicinal.
A letra também faz referência ao “chá da raiz” que “faz milagre” e à erva que “alegra, inspira, acalma”, reforçando o tom irônico e descontraído da canção. Bezerra critica a seletividade das proibições e denuncia o avanço do “progresso” que faz “o vegetal sumir da praça”, relacionando a discussão sobre a maconha à perda de saberes populares e à destruição ambiental. O verso “E aquele indivíduo que perde a cabeça é porque já tem pacto com espírito mal” ironiza o preconceito e os estigmas ligados ao uso da planta, sugerindo que o problema não está na erva, mas em quem já tem tendências negativas. Assim, "Garrafada do Norte" se destaca como uma crítica social provocativa à hipocrisia das leis e à marginalização de práticas culturais tradicionais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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