
Legítima Defesa
Bezerra da Silva
Dilemas sociais e justiça em "Legítima Defesa" de Bezerra da Silva
A música "Legítima Defesa", de Bezerra da Silva, aborda de forma direta o cotidiano violento das periferias brasileiras e o dilema enfrentado por quem precisa se proteger para sobreviver. O verso “Se eu não mato, eu morro / E se corro, a moral não ficava de pé” resume o impasse vivido por muitos: agir para se defender pode ser visto como necessário, mas também pode trazer consequências sociais graves, como a perda de respeito ou até a criminalização. No contexto das comunidades marginalizadas, a pressão para não ser considerado fraco é intensa, e a autodefesa se torna uma questão de sobrevivência e dignidade.
O uso do termo "legítima defesa" vai além do conceito jurídico, funcionando como uma crítica à seletividade do sistema de justiça, que frequentemente pune os mais pobres e ignora as causas profundas da violência. Bezerra narra a história de um trabalhador comum, “um homem decente”, que se vê obrigado a reagir diante de uma ameaça desproporcional (“o cara não estava sozinho / Estava com mais de cinquenta”). A letra também destaca a dimensão religiosa, ao mostrar o personagem pedindo proteção a São Jorge, algo comum nas camadas populares. Dessa forma, a canção denuncia a falta de alternativas e a injustiça de um sistema que empurra o indivíduo para situações extremas, obrigando-o a escolher entre a própria vida e a criminalização.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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