
Caboclo Porrete
Bezerra da Silva
Crítica social e humor em "Caboclo Porrete" de Bezerra da Silva
Em "Caboclo Porrete", Bezerra da Silva utiliza o humor e a ironia para expor situações de desordem e exagero em rituais de umbanda, um tema raramente tratado de forma tão direta no samba. Ele descreve cenas como o pai de santo agarrado à mãe de santo, mulheres brigando e até "sapo saindo no tapa", criando uma caricatura dos excessos e da falta de respeito em certos terreiros. A letra sugere que, em alguns casos, a prática religiosa se transforma em confusão, perdendo o sentido original.
O refrão – "Macumba assim nunca vi / Deixa a polícia saber / Que o caboclo porrete / Nesse dia vai descer" – reforça a ideia de que a situação ficou tão fora de controle que só a intervenção de uma entidade forte, o "caboclo porrete", poderia restaurar a ordem. Aqui, o nome da entidade funciona como metáfora para uma solução enérgica, até violenta. Bezerra não critica a religião, mas sim os desvios e aproveitadores, como mostra o verso "Quem dava um barão pra consulta / Não tinha direito a troco". O narrador, que observa tudo "num buraco / Só por curiosidade" e acaba sendo punido, traz uma camada de autocrítica e humor. Ao repetir o refrão, a música reforça o absurdo da situação e a necessidade de uma "limpeza" simbólica, mantendo o tom leve, mas deixando clara a crítica social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Bezerra da Silva e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: