
Feitiço Do Tião
Bezerra da Silva
Crítica social e humor em "Feitiço Do Tião" de Bezerra da Silva
Em "Feitiço Do Tião", Bezerra da Silva utiliza a ironia para abordar a deturpação de rituais religiosos e a hipocrisia presente em certos ambientes das periferias urbanas. Logo no início, a música subverte o sentido tradicional do ato de "bater a cabeça" nas religiões de matriz africana, trocando-o por "fazia a cabeça pro santo descer". Aqui, a expressão sugere o uso de drogas para alcançar estados alterados, em vez de práticas espirituais autênticas, expondo de forma bem-humorada e crítica como alguns se aproveitam da fé alheia para benefício próprio.
A letra também faz uma sátira ao apresentar entidades espirituais com nomes caricatos, como Vovó Maria Braço de Homem e Vovô Come Quieto, reforçando o tom descontraído e debochado da narrativa. O momento em que a polícia invade o ritual à meia-noite gera confusão: entidades fogem ou são presas, e Tião acaba apanhando "igual a tambor de macumba". No final, Tião tenta justificar suas ações dizendo que o dinheiro arrecadado era "só pra prestar caridade", ironizando desculpas comuns de quem explora a fé popular. Bezerra da Silva, com seu humor ácido, critica tanto a repressão policial quanto a exploração e a falsidade dentro dos próprios rituais, mostrando como marginalização e hipocrisia se misturam no cotidiano das comunidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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