
Malandro Moderno
Bezerra da Silva
Corrupção e ironia social em "Malandro Moderno" de Bezerra da Silva
Em "Malandro Moderno", Bezerra da Silva faz uma crítica direta e irônica à figura do chamado "malandro de colarinho branco". Diferente do tradicional malandro das ruas, que sobrevive com esperteza diante das dificuldades, o personagem central da música é aquele que enriquece explorando a corrupção institucionalizada. O verso “dólar na Suíça, mansão beira-mar, seu nome é corrupção, pra quê trabalhar?” escancara a ostentação e o enriquecimento ilícito de quem se aproveita das falhas do sistema, dispensando o trabalho honesto. O termo "malandro" é usado de forma irônica, mostrando que o verdadeiro "malandro moderno" é o corrupto que manipula leis e poder para benefício próprio, quase sempre sem punição.
A música também critica a transformação de antigos líderes populares, como o “sindicalista de outrora”, que agora desfruta de luxos e privilégios, abandonando os ideais que defendia. O refrão “quem te viu, quem te vê, malandragem não consegue acreditar” expressa o espanto diante dessa mudança de valores. Bezerra destaca ainda a impunidade como parte central do problema, ao afirmar “sua sorte é que você vive no país da impunidade”, apontando para a realidade brasileira em que crimes de colarinho branco raramente são punidos. Com ironia e humor ácido, a música denuncia a corrupção sistêmica e a inversão de valores sociais, mantendo o tom crítico e descontraído típico de Bezerra da Silva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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